A carga tributária continua sendo um dos principais fatores que impactam a competitividade das empresas que atuam com comércio exterior no Brasil. Em 2026, tradings de exportação e importação precisam lidar com uma estrutura tributária complexa, composta por diversos impostos federais, estaduais e taxas administrativas que influenciam diretamente o custo final das operações.
No caso das importações, os tributos mais comuns incluem o Imposto de Importação (II), o IPI, o PIS e a COFINS-Importação, além do ICMS estadual. Dependendo do tipo de produto, da classificação fiscal (NCM) e do estado de destino da mercadoria, a carga tributária total pode variar significativamente. Por isso, realizar simulações de custos antes da operação se torna essencial para evitar surpresas e garantir previsibilidade financeira.
Já nas exportações, o cenário costuma ser mais favorável do ponto de vista tributário. No Brasil, a legislação busca incentivar as exportações por meio de desonerações, como a não incidência de ICMS, IPI, PIS e COFINS sobre produtos destinados ao mercado externo. Esse modelo visa estimular a competitividade das empresas brasileiras no comércio internacional.
Mesmo com esses incentivos, tradings precisam manter atenção à documentação, enquadramentos fiscais e regimes especiais que podem impactar a operação. Estruturas como drawback, regimes aduaneiros especiais e planejamento logístico podem gerar vantagens importantes quando bem aplicados.
Em um ambiente de comércio global cada vez mais competitivo, entender a estrutura tributária e realizar um planejamento estratégico das operações deixou de ser apenas uma vantagem — passou a ser uma necessidade para empresas que desejam operar com segurança, eficiência e previsibilidade no mercado internacional.